quarta-feira, outubro 25, 2006
Dia dos mortos para os vivos.
"- Maria, atesta até cima que vamos à Caparica! Traz o farnel e não te esqueças da farinheira!
- Mas 'tá a chover Manel...
- Quero lá saber! Até podia 'tar a nevar! A mim ninguém me tira a praia! Mexe-te ou levas com o cinto! As coisas que um trabalhador honesto tem de aturar quando exerce os seus direitos... Isto só neste país de merda, realmente! Epá este teu filho nem fôlego tem para encher uma bóia! Dá cá isso puto! "
CHESB
terça-feira, outubro 24, 2006
Handicap
Como vocês sabem, eu sou uma espectadora assídua de tudo o que diga respeito aos Morangos com Açúcar, fonte infindável de parvoíce e lixo mental tóxico.
Assim, pensaram com certeza, quando deram de caras com este recente Clube Morangos, na TVI, “amanhã vou a fugir ler o blog daquelas malucas porque certamente vem lá uma critica completa e cheia de opiniões pessoais inusitadas, que coincidem completamente com as minhas, embora secretamente deseje a Diana Chaves e/ou o Angélico”.
Pois é com muita pena que vos desiludo meus maravilhosos leitores (já começo a soar como aqueles psicólogos da Ana mais atrevida ou então o Almeida Garrett…) porque posso afirmar, da segurança precária da minha sanidade, que a TVI conseguiu inventar um programa que não consigo ver.
O horror, o drama!
Eu bem vos queria falar do vocabulário reduzido, dos temas idiotas, dos gritos das adolescentes borbulhentas pelo traseiro do Angélico ou da falta de talento dos apresentadores mas não posso. Para ver um programa foi uma tortura horrível. E aquilo só tem meia-hora. É que foi-me simplesmente impossível suportar aquilo. É como aquele outro do milionário, que afinal não é milionário. Se bem que esse não vi mais que um par de segundos…
Portanto, é com mágoa que deixo para outra das minhas colegas talvez, essa árdua tarefa de ver mais Clube Morangos e partir aquilo tudo ao pontapé por mim. A TVI venceu desta vez. Malditaaaaaaa!
quarta-feira, outubro 04, 2006
Eu cá sou natural do Algarve e tu?
Vamos lá a saber uma coisa, existe alguma cidade chamada Algarve, cuja a existência os algarvios desconheçam?
Deve haver certamente, porque os telejornais portugueses referem-na muito.
Portanto um cano rebentou em Cinfães mas se for aqui em Olhão é “no Algarve”. Uma peça vai estrear no D. Maria, se for aqui é “no Algarve”...
O que é isto de no Algarve?! Barlavento? Sotavento? Lagos? Portimão? Faro? Freguesia de Quelfes? De Loulé?
Será que nos mapas a que os jornalistas têm acesso não existem cidades, nem aldeias, nem vilas no Algarve? Só existe uma grande palavra a atravessar o território que diz “ALGARVE”?
Aliás porque é que não passam a referir-se à nossa região como simplesmente “lá em baixo”? Ai espera isso eram duas palavras a mais...
Cada vez que vejo e oiço a Clara de Sousa a dizer “no Algarve” dá-me vontade de lhe dar uma chapada na cara! Qual Algarve? O que é isso de no Algarve?! Hã? HÃ?! Portanto as coisas ocorrem ali mais ou menos naquela zona entre Sagres e Castro Marim é?
Só existe uma situação em que os jornalistas especificam o local de que a notícia trata: praia! Quando é para falar de praia já interessa saber o que é onde.
Não sei se as outras pessoas das outras terras, que têm direitos de menção, reparam nesta idiotice mas se não reparavam tentem reparar agora. Portanto hoje o Francis Obikwelu veio ao Algarve... Mas veio onde?! Bem, podemos excluir Olhão que eu por aqui não o vi. Já só falta mais uma centena de terras agora...
segunda-feira, setembro 11, 2006
Ser político é que está a dar...
Esta situação deixou-me a pensar... Num país onde só os "pobres" é que custumam ser acusados de todos os males da sociedade - ladroagem, violência... - ora aqui está uma situação em que ter falta de dinheiro nos impede de quebrar a lei com grandes excessos de velocidade. Ora vejamos, qual é o "pobre" que tem um carro com capacidades para dar 200km/h? Nenhum!! Porque só os belos BMWs, Audis, e por aí fora, é que atingem essas velocidades maravilhosas. Que maravilha, ser pobre ajuda a poupar em multas por excesso de velocidade.
Parece o Senhor Manuel Pinho estava atrasado para uma reunião com o presidente da Câmara de Matosinhos e quando o mandaram parar foi esta a situação que ele explicou às autoridades, que o deixaram seguir viagem!! Já estou mesmo a ver os polícias "Ah, é o Senhor Ministro da Economia! Desculpe lá o engano, que disparate! Para si até fazemos o jeitinho e deixamo-lo ir a 220! Vá-se lá embora, não se atrase mais!" Claro que durante esta bela operação Stop, outros condutores foram mandados parar e foram todos autuados, mas nenhum deles, segundo explicações das autoridades, ia em missão de serviço público. Sim, porque a reunião do Ministro da Economia com o Presidente da Câmara de Matosinhos, ao que parece, era de extrema importância e interesse para o país, de tal modo que se o Manuel Pinho não seguisse viagem uma catástrofe abater-se-ia sobre o país e já não estávamos cá hoje para contar a história!!
Maria das Patacas - indignadíssima!!
Sibilantesssssss
Maria das Patacas
A febre Floribella
Devo dizer que não gosto da Floribella, especialmente sabendo eu o mínimo dos mínimos sobre representação. No entanto, não consigo deixar de admirar a SIC pelo modo como fez frente aos Morangos com Açúcar. Foi um golpe de génio e entre os Morangos e a Floribella, não tenho dúvidas quanto ao qual nos provoca menos danos cerebrais porque pelo menos a Floribella não incentiva os jovens a serem totalmente vazios!
Apesar de tudo, a Floribella assusta-me um bocadinho! Em primeiro lugar por causa das roupas e dos acessórios - florinhas, borboletinhas, muitas cores e muitos tules. É que nem as crianças usam aquilo... quer dizer, agora já usam. Segundo CC, a gaja da conspiração (e eu concordo com ela), tudo o que era denominado "piroso" passou a chamar-se "floribella". Depois são aquelas músicas... No outro dia dei por mim, sentada muito descansadinha no sofá, a cantarolar uma das músicas da Floribella, até que o meu irmão me interrompeu para me perguntar se eu estava bem do juízo. Claro que não estou bem do juízo: tenho quase 20 aninhos e sei as letras de todas as canções da Floribella e nem sequer sei como porque não vejo a telenovela!!! É mesmo impossível escapar, é como um cancro que se entranha e não nos deixa!!
Por favor, atirem-me do precipício quando me virem a cantar num Karaoke "Não tenho nada, mas tenho, tenho tudo"!
Maria das Patacas
domingo, setembro 10, 2006
Feliz Aniversário Nós!
P.S. Aquilo é uma vela que diz 2, vocês é que não vêm daí. É também uma daquelas que não se apagam portanto depois da foto o Blog ranhou-lhe para cima para ela se apagar. Depois de queimar a língua três vezes.
sábado, setembro 09, 2006
The bodyguard
No outro dia uma loucura apossou-se de mim e comprei a Maria. E em boa altura o fiz meus amigos pois a Maria sabe coisas que nem os serviços secretos israelitas se atrevem a sonhar.
Passeando-me pelas páginas dou de caras com esta pequena noticia, não muito mais que uma dúzia de palavritas, que abalou o meu mundo e certamente o de mais umas quantas senhoras nos cabeleireiros de Portugal. Debaixo de uma foto da Whitney Houston, no tempo em que ainda se faziam penteados fixes com laca, deparo-me com as seguintes afirmações:
“A PAIXÃO SECRETA DE BIN LADEN
O líder da Al-Qaeda tem uma paixão secreta por Whitney Houston. Até pensa em casamento.”
CHESB
domingo, agosto 20, 2006
Matinal? Eu? Nem pensar!
Já alguém viu As pistas da Blue na 2:? Ou serei só eu a cantarolar as músicas enquanto faço o almoço? Não conhecem?
“Às pistas da Blue vamos brincar, divertir até fartar! Yeah!”
Ou a minha predilecta, “Chegou o correio, chegou o correio, chegou o correio que booooooom!” – acrescentar como coreografia as palmas dos surdos.
Segundo informações que me chegaram às mãos, ao que parece os miúdos falam mesmo com o Duarte, o que para mim foi uma surpresa porque pensava que só eu é que lhe respondia.
De início pensei que o Duarte era apenas estúpido ou esquizofrénico e se dirigia para uma plateia de putos alienados a perguntarem-se para onde teria ido a Dó – Ré – Mi, o Charmander do Ash ou o torneio número 562 de Beyblade (O mundo dos desenhos animados é assustadoramente rico). Afinal, sei de fonte fidedigna (A minha mãe trabalha num infantário) que quando o Duarte se arma em parvo e faz que não vê a pista da Blue, a sua cadelinha azul, os putos gritam mesmo de volta em coro “Aliiii!” A indicação em si é extremamente imprecisa mas aparentemente ajuda sempre o Duarte a conseguir focar algo para além das agressivas riscas verdes da sua camisola da Sacoor.
Não me digam que ainda não sabem do que estou a falar?
E o que dizer da Sra. Pimenta e do Sr. Sal, o casal de saleiros com sotaque francês + italiano? E as suas duas lindas filhas Paprika e a recém-nascida Canela que não sei muito bem como bebe leite de um biberão. Conseguem imaginar algo mais assustador que um saleiro a dar leite?
Não me julguem já porque sabem perfeitamente as opções que temos na televisão normal a essa hora.
Praça da Alegria. O flagelo da terceira idade. Este programa só, mata mais velhinhos em Portugal do que todos os invernos e verões rigorosos que já tivemos até hoje. Mata mais idosos do que os acidentes de viação! Mata mais idosos que a velhice! Quem é que consegue ver aquilo sem adormecer e entrar em paragem cardíaca?
Na SIC, Fátima (anteriormente conhecido como SIC 10 horas mas que dá às 11). E na TVI, o Goucha! Ora estes dois programas têm três coisas em comum.
A primeira é a competição secreta que existe entre o Goucha e a Fatinha para “apaziguar o flagelo da vida real”. Eles têm um gráfico, com esse nome precisamente, “Flagelos da vida real apaziguados”, que preenchem com os casos diários de infelizes que expõem e ajudam nos seus programas. O K1111 conhece algumas pessoas que já viram este gráfico. Ou melhor dizendo... conhecia.
Os pontos são ganhos consoante o aparato da ajuda que providenciam às pessoas e o grau de tristeza da história. Portanto, se o Goucha levar ao Você na Tv um rapaz de 10 anos com osteoporose cujo único sonho é andar de pónei, a Fáfá para o superar terá de desencantar uma senhora que tenha 5 filhos a viver numa lixeira, sendo que dois deles pelo menos devem possuir doenças crónicas. Em caso de só uma das crianças ter uma doença horrível com um nome impronunciável a senhora terá de sofrer violência doméstica física (psicológica é desculpa para não fazer o jantar, pá!) por parte do marido para colmatar essa lacuna. Desencantada a família a Fátima poderá ofertar-lhes uma ida ao AquaShow com tudo pago ou oferecer-se para lhes mobilar a lixeira com tudo o que de melhor houver na Singer. Existem ainda bónus para a quantidade de pessoas que não consigam comer o seu almoço enojadas com a vida, que chorem durante a apresentação do caso, ou ambas as coisas.
A segunda coisa partilhada por estes dois programas é terem de serviço um grupo de pessoas que falam mal de outras pessoas que aparecem nas revistas.
Na SIC são pessoas semi-famosas que se fartam de ir beber copos ao Kremlin e à falecida Casa do Castelo e que não têm profissões de verdade. Se não, vejam. Maya, a taróloga, Ana Maria Lucas, Miss Portugal, Cláudio Ramos… hum… Apresentador de cenas?
Maya fala com a previdência e legitimidade que o baralho de cartas lhe dá. Cláudio Ramos julga que lá por ter duas favolas em lugar de incisivos e o admitir já pode pôr e dispor da vida alheia. E a senhora miss… O que raio faz a senhora miss?
Bem, por seu lado a TVI tem senhoras anónimas daquelas que estão no café o dia inteiro a fazer precisamente a mesma coisa. Ou nos bancos de jardim. Ou no cabeleireiro, enquanto estão a aclarar as nuances.
Pessoalmente eu prefiro o formato da TVI porque é o mais fiel à realidade e mais credível. A voz do povo é a voz de Deus, já lá diz o ditado. Estas senhoras podem exprimir verdadeiramente a indignação toda que lhes vai no coração pelo facto da Jessie ter andado à pancada com a Ronalda, porque não correm o mínimo risco de se encontrar com elas (sejam elas quem forem) em lado nenhum. A não ser que sejam vizinhas delas na Buraca…
A terceira coisa que partilham é o terrível factor de insuportabilidade que contêm. Ninguém aguenta aquilo por mais de 10 minutos. Ninguém.
Portanto aqui têm aquilo com que uma pessoa se pode entreter de manhã durante as férias, na eventualidade escassa de se erguer da cama antes das 13 e não ter nenhuma praia onde estar. Assim, não me julguem por ver As Pistas da Blue porque eu tenho a certeza que alguns de vocês também vêem!
CHESB
quarta-feira, agosto 16, 2006
Puto invisível
Por acaso alguém já conseguiu sequestrar ou fazer explodir um avião até hoje sem ter pago bilhete? Não! E mesmo que o quisesse fazer certamente desistiria da ideia após lhe terem gentilmente ofertado um suminho e ainda um chocolate. Eu cá desistia. Especialmente se me passassem para a mão um Sumol de ananás e um Nestlé de amêndoas. Ou um daqueles pacotinhos de pequeninos discos de chocolate branco Galak. Isso é que era.
CHESB
terça-feira, agosto 15, 2006
Efeito verdadeiramente falso mas verdadeiro.
Um reparo.
Então o verdadeiro efeito pestanas falsas não seria portanto o uso das ditas pestanas falsas? Porque aí sim é o verdadeiro efeito pestanas falsas já que é feito com pestanas falsas. Porque no caso do uso do rímel para recriar o efeito pestanas falsas será o verdadeiro falso efeito das pestanas falsas. Não? Quem está comigo? Ou estou só nesta questão?
CHESB
sábado, agosto 12, 2006
Secundário? Não me parece!
A minha irmã tem uns pingos para a tensão (cujo nome não vou mencionar porque o K1111 apoia o lobby farmacêutico) que apresenta como efeito secundário, ali entalada entre dores de cabeça e vómito projectado, a morte.
Como é que se evita um efeito secundário destes? É que se não tomar os pingos ela anda por aí a desmaiar, o que ainda é desagradável e perigoso, ainda é mas é atropelada por um autocarro. O que se diz ao médico? “ Então como é Sr. Doutor? Entre morrer do medicamento e morrer atropelada o que é que me aconselha?”
E depois como é que se cura uma condição em princípio tão irreversível como a morte? Com umas pomadinhas?
Mas é morte por excesso ou defeito de uso? Ou só assim completamente ao calhas? Vai na rua muito contente e cai morta no chão, pensando “ Terá isto sido das gotas?”?
Qual é o intuito de avisar uma pessoa de um efeito secundário destes? Para além de menos processos
sábado, julho 29, 2006
Em O Pior Filme da Semana - Misteriosa Obsessão: Rabiscos = ADN
Então Et’s raptores de criancinhas, que apagam a existência completa dos putos, incluindo da cabeça das pessoas e ainda em cima sugam para o céu pessoas incómodas (Coisa completamente discreta. O segredo é alma do negócio) não conseguem apagar uns rabiscos de uma miúda da parede?! Já estou a ver os aliens a pensar que aquela experiência era tão custosa que tinham era de cortar no papel de parede! Ninguém reparava! Ou então a miúda desenhou aquilo com Magic Markers como diz a Cc… E esses meus amigos nem com lixívia lá vai!
Então e o pai da moça? Ah e tal não tenho filha nenhuma. O quê?! Flores e casinhas desenhadas em lápis de cera na parede? Filha? Filhinha! Esqueci-me dela no infantário! Ah! Então foi por isso que a minha mulher se divorciou de mim!
CHESB
quarta-feira, julho 05, 2006
Mariquices
Não sei para quê todo este burburinho que a estrangeirada (gostam da maneira ofensiva como se descaracterizam os adversários em tempos de “guerra”?) anda a fazer sobre o Ronaldo e o árbitro no jogo contra os bifes (cá está o mesmo mecanismo outra vez). Em qualquer jogo quando há uma falta os jogadores queixam-se ao árbitro…
Até parece que o árbitro tem alguma coisa que ligar aquilo que os jogadores dizem!
Já vejo a cena toda que ocorreu…
Ronaldo: - Então árbitro? Eu quero cartão vermelho! O Ricardo Carvalho é capaz de não poder ter mais bebés!
Árbitro: - Ah bom! Com certeza! Se és tu que me pedes Ronaldinho é para já! Dá um beijinho meu à Merche.
CHESB, também apanhada na maluqueira do Mundial, embora se recuse terminantemente a ser sugada para o vórtex do nanananana da SIC!quinta-feira, junho 29, 2006
Campanha à séria!
sábado, maio 27, 2006
Isabel Queiróz do Vale
No campo dos golos ( neste momento está 1 -1) ... bem, como o meu irmão disse: "Até agora, podemos dizer que marcámos os golos todos."
CHESB
terça-feira, maio 23, 2006
Terror no expresso do Oriente
Não há exorcista que nos valha quando um lagarto radioactivo colossal decide comer a nossa família… e o exorcista!
Venham as miúdas/miúdos/mulheres ou mesmo os cães-de-água despenteados que comunicam com os vivos através da TVI ou de barulhos de portas com falta de óleo que cá eu não me assusto, basta dar-lhes um chuto no cu, com água benta ou com um utensílio de cozinha na cabeça que tudo fica tudo resolvido.
Agora, lagartos gigantes nascidos em águas internacionais que nos podem destruir o apartamentozito todo só com uma pegada … Isso sim faz-me tremer.
Cc, a gaja da conspiração
domingo, maio 21, 2006
O calor humano dos animais também é bom!
Ricardo Costa, há cerca de 5 minutos, em conferência de imprensa para a Selecção Nacional.
Ainda agora entrastes, já te estampastes.
CHESB
FF? Hum... DEF?!
Isto se calhar sou só eu que estou preocupada com o rumo que o showbiz em Portugal anda a tomar mas já repararam que entrámos num ciclo vicioso do qual jamais iremos sair a não ser que Jesus desça de novo à Terra para aniquilar as estações televisivas ou que, num acto de loucura, as pessoas parem de comer tudo aquilo que lhes põem à frente.
O ciclo é muito simples:
Temos meninos/as bonitos que viram MODELOS.
Depois os modelos viram ACTORES.
E finalmente os actores viram CANTORES!
Tiram fotografias, vão para as novelas tirar fotografias em movimento e depois pegam num microfone e cantam músicas sobre tirar fotografias e amar fotografias e ser-se uma fotografia!
Eu tenho um lema sagrado no que toca ao Showbiz: Os cantores deixam as suas aspirações a actores em casa e cantam! ( E tu JoJo nem para cantar serves, quanto mais o resto! ) E o actores deixam igualmente as suas aspirações a cantores em casa e representam! (Sim é contigo Jamie Foxx! E tu também Nicole Kidman!)
Se cada um fizer aquilo que sabe, seremos todos mais felizes, mesmo que aquilo que tu saibas fazer FF sejam só batidos de groselha ou um arroz de polvo mais ou menos.
CHESB
quarta-feira, maio 10, 2006
Paaaaaaaaarty!
Continuemos então o manual do escritor fantasy. Assim que reunir todos os requisitos mencionados no post anterior é necessário ao nosso herói/na ter uma…
4 - Party – Nope, não é uma festa. É um ajuntamento de pessoas heterogéneo que têm um interesse em comum, usualmente eliminar o vilão após uma extensa e atribulada road trip e menos frequentemente meter-se nos copos e cantar o hino do Benfica todo ao contrário. Na party devem existir:
- O interesse romântico do herói - Um elemento do sexo oposto ao do herói/na (ou não, se quiserem fazer um romance tipo A dança de Pedra do Camaleão. Ou, como não queremos discriminar ninguém, no caso de ser um fantasy lésbico, A dança de Pedra da Camaleoa) Opositor também do vilão por uma razão ou outra (pisou-lhe o horto com o exército enquanto estava de passagem, matou-lhe o Jolie, etc), fisicamente deslumbrante, mas com uma personalidade que o heroí/na tendem a rejeitar ou por ser muito parecida à sua ou porque a tensão sexual simplesmente é insuportável e revela-se na forma de agressividade passiva, de início, e activa posteriormente, ou seja, em português simples, devem andar sempre às turras e até à porrada, porque toda a gente sabe que discutir dá tesão. O interesse romântico deve ser também da classe social oposta à do heroí/na e se quiserem até de uma raça diferente, para aumentar a oposição. Ah mas nada de juntar orcs com elfos hã! Isto não é o Camafeu e a Julieta…
Atenção que existem tratamentos diferentes consoante os casos que relatamos.
Se tivermos um herói o casal vai acabar por se entender porque a mulher arisca e guerreira que rejeita o machismo protector do herói afinal vai acabar a chorar babo e ranho numa situação qualquer em que o herói a vai ter de salvar. Sim, porque toda a gente sabe que as mulheres se armam em boas mas acabam sempre por se ir abaixo e precisar do nosso herói para as salvar. Lá está o machismo encapotado do fantasy. Assim, ao ser salva vai acabar por se submeter ao herói e passar de Xena, a princesa guerreira, a Floribella, a princesa florista e deixar de dar problemas ao senhor que tem coisas mais importantes com que se preocupar como olear a espada e tentar perceber se esteve aquele tempo todo a ler o mapa ao contrário.
Se tivermos uma heroína as coisas passam-se de maneira diferente. O antagonismo continua a existir mas porque o rapaz tem relutância em aceitar a liderança de uma mulher que se depila e ela relutância em aceitar conselhos de um gajo armado
Cá está: submissão versus colaboração. Não esquecer.
Ah e muito sexo, a toda a hora e nos sítios mais esquisitos. A falta de banhos não é problema. Quando a vontade bate...
Depois de estabelecido o interesse romântico entramos numa rotina tipo Uma Aventura. Lembram-se desses livros? Claro que sim! Quem não se lembra de João, Pedro, Chico e…como é que se chamavam mesmo as gémeas? Bem, não interessa.
Ou seja, sendo assim, temos…
- A força bruta – O Chico era a coragem e o braço forte do pequeno grupo de detectives borbulhentos. Está lá para usar um pé-de-cabra, arrombar portas e meter-se em frente de pistolas sem pensar nas implicações que isso poderá ter na chegada iminente da sua morte. Está lá para fazer, não para pensar. Porque para isso está lá o heroí/na. Este membro do grupo poderá ser suprimido muitas vezes pois é preenchido ou pelo herói ou pelo interesse romântico da heroína. Quando isso acontece fica a cargo do ladrão dar arrotos e peidos e dizer asneiras para o entretenimento de toda a gente.
- O inteligente – O Pedro era a inteligência do grupo. Estava ali para avisar as pessoas de que 2+2 pode não ser sempre 4 dependendo dos logaritmos e do contexto em que a operação ocorre, pesando sempre a influência da função X.
Ou algo assim. Eu sou de Letras, não me recriminem.
Tendo em conta que a inteligência do heroí/na é mais esperteza do que outra coisa, este membro será de vital importância pois descobrirá muitas vezes a solução para os problemas mais complexos e certificar-se-á de que as finanças do grupo não arranjam para ali um défice, que isso mata.
Para além disso é o comic relief guy atirando para o ar piadas e fazendo malabarismos com garrafas de querosene e fósforos acesos quando o livro está mais parado.
- O sábio – No caso do Uma Aventura o Faial era claramente o sábio. Os pastores-alemão são animais com muito bom senso e muito boas baby-sitters. O sábio não é o mais inteligente mas sim, como a palavra indica, o mais sábio, obviamente. Normalmente é alguém que já passou da idade ou elfo, esses então são tão sábios que irritam qualquer um. Está no grupo para garantir que as atitudes mais sensatas são tomadas, dar lições de vida muito profundas baseadas na sua experiência, citar escrituras que ninguém conhece e decifrar profecias negras, avisar quando os pacotes de batatas fritas estão quase a passar da validade e mandar para o ar, de vez em quando, que no tempo dele o azeite era mais barato ou contar daquela vez em que foi para trás da palhota com a prima com os girassóis a espreitar e um dia lindo para passear...
E por fim…
- O sarcástico – O elemento relutante do grupo. A sua utilidade é por vezes obscura mas não temam que eu estou aqui para tudo explicar. O sarcástico está no grupo para fazer o herói parecer melhor do que aquilo que é. Um contraste nas linhas de “do mal, o menos”. Ao pé de uma bicicleta até o carro mais velho parece interessante. Ao pé de um corcunda, um bexigoso não parece assim tão mal. Ao pé dos Morangos com Açúcar a New Wave parece uma escolha sensata. Isso não quer no entanto dizer que ele não possa ser mais sexy que o herói. O herói é fofo, o sarcástico é sexy. O sarcástico é o homem sexy por excelência. O perigo, a violência, grrrrrr… Bem, já me distraí.
Portanto, o sarcástico é competitivo, é de moral duvidosa, não é hipócrita, etc. Assim normalmente tem mais duas funções: dizer aquilo que toda a gente está a pensar (incluindo o leitor), ou seja é o agente do humor negro, e ser o suspeito principal quando alguma coisa corre mal. Isso e fazer o herói perder as estribeiras.
Com a sua moral duvidosa nunca é claro se mais tarde ou mais cedo não vai saltar para o lado inimigo e matar todos os outros membros do “gang” enquanto dormem. Mais tarde acabam por descobrir que afinal é o mais bonzinho deles todos, ajudando alguém que todos se recusaram a ajudar e que a sua hostilidade é só resultado de uma infância difícil, de uma mulher promíscua ou um caso de herpes genital mal resolvido.
CHESB
