quarta-feira, setembro 28, 2005

Vamos antes banir a literatura, pode ser?

Ontem li um artigo muito interessante no The Times que falava de livros que os americanos pedem para ser banidos de escolas (programas escolares), bibliotecas, livrarias, etc.
Chamar-lhe interessante não será propriamente exacto. Talvez… hilariante? Com um bocadinho mais de investigação encontrei um site com uma lista de vários livros banidos ou contestados ao longo do tempo e pelo mundo inteiro.
Eis alguns exemplos mencionados no artigo e/ou no site bastante… elucidativos.

- Harry Potter. (Claro!)

Adivinhem? Porque incentiva a bruxaria! Aliás eu cá se fosse aos pais tomava este aviso de uns preocupadíssimos americanos muito a sério… Por um acaso querem chegar a casa e verificar que o vosso filho de 15 anos está a comer pêlos de gato ou cabelos da vossa escova na vã tentativa de se metamorfosear no gato ou em vocês?

- O diário de Anne Frank.

Não, não foram os nazis que pediram a abolição deste livro por acharem que os retratava como seres cruéis e de ideologia racista. Não senhor. Foram novamente americanos. No Alabama acharam que o livro era e cito “ a real downer”.
Eu estou com eles… desde quando é que é preciso nos esfregarem a realidade da vida na cara hã?! Já agora queria aqui pedir que alguém censurasse a realidade de todo por ser demasiado… triste!

- A Origem das Espécies.

Houve um tempo obscuro em que no Tenesse andar por aí a dizer que as pessoas vinham dos macacos era proibido. Hoje em dia é mais do que óbvio, até porque todos os dias vemos exemplos de pessoas que são certamente o elo perdido entre o homem e o macaco. Sabem usar ferramentas mas inteligência... ainda não.

- Alice no País das Maravilhas.

Banido na China por ter animais falantes.
Ninguém gosta de ver um coelho a falar e um gato a dizer graçolas. Já agora um ovo armado em bom também é muito perturbador…

- Onde está o Wally?

Hã?!! Estaria o Wally no meio das pernas de uma senhora?!

Homossexualidade, sexualidade de todo, violência, suicídio, religião são outros temas bastante impopulares também como poderão verificar em http://author.forbiddenlibrary.com/
O trágico é que muitos dos livros mencionados foram e são alvos de discussão (e de pedidos de abolição) ainda nos séculos XX e XXI e o previsível é que muitos destes belos exemplos são… americanos.

CHESB (Porque a mim ninguém me cala e eu cá bania o Senhor dos Anéis por incentivar à criação de bijuteria maléfica!)

terça-feira, setembro 27, 2005

Ainda me falam cá em falta de participação cívica...

Já me faltam dedinhos nas mãos para contar candidatos às presidenciais. Mário Soares, Manuel Alegre, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa, Garcia Pereira, Carmelinda Pereira (Quem?! Boa pergunta…), Manuel Martins (Bibi! Bibi! Bibi!), Cavaco Silva (pode ser que sim, pode ser que não) e mais ainda se hão-de chegar à frente!
Com certeza se perguntam com estranheza onde andam os candidatos da direita e a diversidade politica, que é tão linda e é tão bela. Se não se perguntam, deviam perguntar-se. A diarreia de candidatos à presidência da Republica por parte da esquerda é muito preocupante (queriam uma piada agora sobre a incontinência do Mário Soares mas não levam não! Que eu não sou brejeira!). Parecem ter todos em comum:

1 - Um medo descomunal do Cavaco.

2 - Esquecer-se todos que se o Cavaco lá for parar não será por obra do Diabo mas por votos populares.

3 - Uma noção distorcida da democracia, tomando-a como uma peixeirada de ciclo, em que 10 moças se juntam para bater em uma só ou uma boysband em que se põem a cantar 5 rapazes juntos para ninguém se aperceber de como soam mal em separado.

4 - Falam mal do Cavaco Silva a cada oportunidade, por qualquer motivo. Usa Rexona? É fascista com certeza! Come azeitonas? Vai lixar o agricultor!

5 – Sofrem de um complexo de fatalismo cavaquista e de inferioridade. Doenças muito sérias.

E o Cavaco Silva a ver isto tudo de um lugar privilegiado (a poltrona lá em casa, com as peúguinhas do Piglet, a aquecer-lhe os pés), sentindo-se o rei do mundo (o poder das peúgas com o Piglet é intoxicante) porque a sua suposta oposição para as eleições assumiu-se logo como uma bando de malucas armadas com pedras contra ele, um grande senhor da guerra sentado numa bomba nuclear.

Não vale a pena votar em vencedores anunciados mas valerá a pena votar em perdedores assumidos?
Tá tudo passado ou quê?!


CHESB (post patrocinado por Rexona; azeitonas Cachola & Muacho e colecção de meias Winnie, The Pooh)

Votem no Taxista!

Os Lisboetas devem estar numa indecisão para saber em quem votar nas autárquicas. Mas depois das declarações de Carmona Rodrigues de ontem à noite (no seu jantar semanal com os seus companheiros de carreira taxistas), acho que qualquer sombra de dúvida que poderia haver foi dissipada. O Sr. Carmona declarou que conhece Lisboa tão bem como qualquer taxista da cidade. Hein? Já viram coisa igual? Isto é que é uma campanha bem desenhada... O Sr. Carmona conhece bem as estradas da cidade!! Isto é fantástico... Tenho que votar nele... Pode ser que até me dê boleia nas horas de ponta!
Aliás Carmona Rodrigues a.k.a. "Cácá o taxista" afirmou que se ganhar vai de táxi para a tomada de posse! Isto, Manuel Maria Carrilho, é que é a caça ao voto da minoria! Toma lá e embrulha!!

Cc- a gaja da conspiração

sábado, setembro 24, 2005

Aniversários, aniversários, aniversários!

PARABÉNS!
Maria das Patacas completa hoje o seu 19º ano de existência. Já? Ou ainda agora?
Bem deixamos os amigos e inimigos dela decidirem isso... :P

quinta-feira, setembro 22, 2005

Mais uma citação bombástica

“ Fátima Felgueiras garantiu ainda que tem "ideias e projectos para defender". "Tenho 17 razões fundamentais para continuar a trabalhar por Felgueiras".

17?! YOU GO GIRL!

CHESB

quarta-feira, setembro 21, 2005

Não desisto de Felgueiras nem que caiam pregos do céu e me furem os olhos!

Com vista nas declarações do post anterior o K1111, após exaustiva investigação e suborno, conseguiu ter acesso ao documento (provisório ainda) que comprova a intenção de candidatura de Fátima Felgueiras mesmo em caso de prisão domiciliária. Num exclusivo K1111 o...


Programa eleitoral da candidatura à câmara municipal de Felgueiras, “Sempre Presente” (menos os dois anos que estive ausente), em caso de prisão domiciliária.

- Distribuir aventais, canetas, rebuçados, canecas, panfletos, porta-chaves, conjuntos de loiça, bonés, sacos azuis e bandeiras com a minha cara do telhado da minha casa. Uma coisa assim com enfeites no parapeito para um efeito dramático/realeza.

- Conceder entrevistas a jornalistas para relatar estada horrível no Brasil e prisão horrível em minha própria casa.

- Filmar tempo de antena vestida em lingerie preta e/ou vermelha, deitada sobre a cama.

- Convidar alguns otários de Felgueiras para ocasional lanche em minha casa. Convencê-los de que estar presa em casa é muito mais horrível que na prisão. Convencê-los a fazerem um motim em Felgueiras exigindo a minha coroação como Rainha e/ou Presidente da Republica e/ou Presidente da Câmara de Felgueiras.

- Incentivar a população a atirar mais sacos de lixo a quem me quer mal.

- Disfarçar bronze de 2 anos de modo a parecer pálida e doente em frente das câmaras. Não roçar o ridículo como Major Valentim Loureiro, logo, não ir de robe para a rua.

- Ser a mais fixe presa domiciliária de sempre!!

- Ganhar eleições e através de alguma marosca ganhar uma imunidade completa e totalmente inultrapassável que me torna na Madre Teresa de Calcutá.

Fátinha


Na luta pela verdade, CHESB


Depois da tempestade... a poupança.

Fatinha voltaste! Faaaaaaatiiiinha!! É o milagre de Fátima! Felgueiras é de novo uma nação unida! A profunda ferida felgueirense regada a sal e lágrimas poderá sarar? Só o saco azul o poderá dizer!

" De acordo com Nuno Godinho de Matos, da CNE, só a manutenção da prisão preventiva impedirá Fátima Felgueiras de fazer campanha eleitoral.
Mesmo em prisão domiciliária poderá, segundo a CNE, publicitar o seu projecto político, "optando, por exemplo, por receber jornalistas em sua casa ou enviar declarações em cassetes aos órgãos de comunicação social". "

Ufa, que alívio! Deus existe!

CHESB

Mc Batatas 4ever

Depois do visionamento do documentário Americano "Super Size Me" cheguei à conclusão que se houvesse um holocausto nuclear só sobreviveriam as baratas e as batatas fritas do MCDonalds. Elas simplesmente NÃO se desintegram. É facto provado.

Cc- a gaja da conspiração.

segunda-feira, setembro 19, 2005

D(umb) Rated

Pais de Portugal, se não sabem distinguir um programa para maiores de 18 de um programa para maiores de 6 (o que é algo como confundir o “Fiel ou Infiel” com o “Digimon” ) é porque não merecem ter filhos. O Moniz (e o Balsemão também agora) está a classificar os pais portugueses de completos idiotas. Linchem-no enquanto é tempo.
Já agora qual é a grande diferença entre um programa para maiores de 16 e um para maiores de 18 anos?! (Eu cá sou da opinião de que a partir dos 14 anos pode-se ver tudo menos sexo de pessoas com animais. Nunca se é velho o suficiente para ver uma coisa dessas…)
Depois esta coisa toda da classificação de programas é altamente discutível. Tive acesso aos testemunhos de duas crianças que tinham por hábito assistir a um programa infantil de desenhos animados chamado “Pedro e Ana”, em que os protagonistas ocasionalmente deslizavam com um trenó montanha abaixo. Com base neste exemplo as crianças tentavam reproduzir a situação em casa. Deitavam água no chão e deslizavam sentadas pela casa a fora como que, precisamente, num trenó, sujeitas assim a escoriações graves, o mosquito da denge, pneumonias, ursos e sabe-se lá que mais.
Assim recomendava-se uma classificação não de maiores de 4 anos mas sim maiores de 18, que tenham ido à Serra da Estrela.

CHESB


P.S.
A minha colega Cc (que não é nenhuma das crianças cujos testemunhos recolhi. Nem por sombras.) fez um apelo à RTP para classificar a Praça da Alegria como para maiores de 65, com base no argumento de que alguém mais novo pode morrer se assistir ao dito programa.
Já agora mais uma pergunta Sr. Director De Programas da RTP, desta feita, minha.
Os escritores António Lobo Antunes e José Cardoso Pires pagam alguma quota ao programa de entretenimento “O Cofre”? É que o nome deles é resposta para um terço das perguntas do programa…

Lots of love, a sua CHESB

sábado, setembro 17, 2005

Happily ever after... kind of.

Já alguma vez repararam naquelas frases magníficas que nos avisam e preparam para um filme cheio de choradeira e muitos meninos paralíticos e pessoas que não sorriem há anos desde que aconteceu isto e aquilo. Não? Façam um esforço… Aquelas…

“Based on a true story”
“Inspired by true events”
“It’s the real deal!” (ok esta talvez não…)

A experiência cinematográfica (como espectadora) ensinou-me que por vezes declarar isto não é exactamente muito… exacto.
Assim da minha boa vontade decide-me a contribuir para aumentar o espólio destas frases de modo a existir uma variedade mais adequada a cada filme. Por exemplo…

“A trueish story”

“Based on almost real life events”

“Inspired by practically nearly a true story with more or less true events and approximately real people”

“Loosely based on real life events”

“Could be true”

“Loosely based on reality whatsoever”

“Based on the names of real people”

“A somewhat accurate portrait of real events”

"Kind of factual"

" Based on alternative historical events"

Assim o risco das grandes companhias cinematográficas serem processadas por difamação, publicidade enganosa e por aí além é praticamente nulo.

CHESB

Quem canta o público espanta (inclui também "Ultimato a Liedson")

E quando pensávamos que mais nada de mau podia acontecer no panorama musical, não é que a Ana Malhoa está cada vez mais vaca e tem uma música do tipo Papi Sanchez e o José “Figueiras” já canta outra vez (oh my God!). Digam-me lá, se ouvirem algo como “E a minha minhota – (eu juro que percebi minhoca!) – prometeu que ainda havia de ser minha e quando acabar o baile vai levar-me para a caminha”, vocês conseguem dormir descansados? Mesmo que queiram fugir e ocupar o vosso tempo livre, sei lá, a fazer simulações no Millenium BCP têm sempre o risco de o Pedro Abrunhosa saltar de trás de um balcão a cantar “Tu e eu, o que é que nós podemos fazer?” Não digam que isso não acontece. Como dizem os outros “Impossible is nothing”!

(A propósito, aproveito para fazer aqui um parêntesis em relação à Adidas. Mas porque é que raio o Beckham tem de aparecer sempre e destacando-se dos outros? Na mais recente publicidade da mencionada marca, alguns dos melhores jogadores competem com outra equipa num campo de futebol feito de aço e todos eles estão vestidos de preto menos o Beckham e eu pergunto porquê? O que tem o Beckham de tão magnifico? Até parece que ele é rico, bem parecido e um jogador com qualidade. Porque é que não substituem um Beckham por um Fabio Rochemback, ao menos para ver se ele emagrece. Ou melhor, ponham lá o Liedson. Podia ser que ele ficasse para lá pendurado e deixasse de marcar golos ao Benfica!)

Xuphia

Até a Barraca abana...

José Sócrates foi o escolhido para implodir as torres de Tróia.
Isto revela que por um lado, somos um país demasiado apagado do mapa, uma vez que mesmo com duas torres nem o Bin Laden lhes pega, sendo nós obrigados a fazer um terrorismo interno, o que não deixa de ser triste. Por outro lado, traz-me uma dúvida: porque será que apesar de tantos engenheiros civis, construtores e ucranianos no nosso país, se escolhe o primeiro-ministro para mandar umas quantas paredes abaixo? Dúvida essa que é facilmente dissipada: é que este trabalho não é propriamente novidade para Sócrates já que ele, ao longo do seu mandato, só tem feito ruína (!!!)

Xuphia

sábado, setembro 10, 2005

UM ANO!

Parabéns ao blog, parabéns a nós, muitas felicidades, muitos anos de vida!! ( a este ritmo de visitas não me parece mas pronto... eu sei que você, vizinho viciado em masturbação do 3º esquerdo, ainda está connosco!)


*vvvvvvvv*vvv*vv**v**vv*vvv*vvvvvvv*

(Qual Jordan qual carapuça...)

sexta-feira, setembro 09, 2005

O meu pombo não!

Acho sinceramente que as televisões deviam parar com esta obsessão totalmente idiota da gripe das aves. Devem estar a deixar aterrorizada a comunidade columbófila portuguesa. Então não sabem eles que é o segundo desporto mais praticado em Portugal?! Pobres columbófilos… já devem avistar, cheios de terror, um genocídio de pombos no horizonte…

CHESB cucurru....

O acontecimento do ano

Juntámo-nos todos ontem para assistir ao que parecia ser o maior evento deste ano (pelo menos a televisão parecia acreditar que era) em Portugal (e possivelmente em Espanha e com absoluta certeza em Setúbal): a implosão das torres de Tróia!

Lição a tirar: Prédios de vários andares inacabados, onde vários milhões de euros foram desnecessariamente gastos, a serem demolidos são certamente a maior prova de estupidez compulsiva de todas as comissões alguma vez organizadas até hoje e uma carimbada oficial ( informalmente toda a gente já sabia isto) de "otários" aos eleitores e de "incompetentes" aos políticos.

Lição tirada: Ooooooh! Prédios a cair é muito fixe! Outra vez! Outra vez!

CHESB

segunda-feira, setembro 05, 2005

Nicholas Sparks (all over the place)

Era bom era mas não vai dar. Este rapaz ou senhor recusa-se simplesmente a entrar em combustão espontânea. Seria particularmente espectacular enquanto ele ainda está em alta e tal, e se possível em directo, numa livraria cheia de livros dele. É um sonho que eu tenho...
Ler Nicholas Sparks é mais ou menos o equivalente a ler Sabrinas e Samanthas e Julias (sim, sim... essas mesmas que saem na Maria e na Ragazza e afins). É mau, doloroso e sem sentido nenhum, com a crucial diferença de que nas últimas a malta sabe que vai haver sexo abundante, repetitivo e usualmente envolvendo alguma (não muita) relutância por parte da senhora (as mulheres adoram imaginar que são forçadas... já ser forçadas na vida real, não. Uma das muitas coisas que ainda não se conseguiu esclarecer perante o sexo oposto, desconfio...) e no primeiro a malta sabe que alguém morre. Sempre. De preferência no inicio. Nem que seja um cão. Ah e que vai haver muita choradeira. Rios dela...


O que me preocupa é que as Sabrinas e as Julias e as Marias Cachuchas não chegam a best-sellers (a não ser que não se esteja a contar e cheguem mas sendo assim... ninguém o saiba. Hum...) e este senhor chega. Sempre. É como a herpes labial... por mais que pensemos que já não volta, ela aparece sempre quando menos se espera. Bolas! E nem um descanso merecido uma pessoa tem! Este senhor escreve como quem cospe caroços de cereja. É um atrás do outro! (O último com o deveras original e inesperado titulo de “Quem ama acredita”. Exactamente no quê… bem, ninguém sabe. Esperemos que não seja “Quem ama acredita em mim” e que o Sparks não esteja a pensar em fundar uma religião. Porque, é com pesar que informo, era capaz de ter crentes.) E tendo em conta que a maioria das actividades que necessitam apenas do esforço implicado em cuspir um caroço não são de gabarito universal (nem muitas, agora que penso nisso...) só posso concluir que os livros do Nicholas Sparks são... comestíveis! E sabem a chocolate belga! Só pode ser isso...
No entanto, como já lá diz o ditado, gostos não se discutem... escondem-se com vergonha. Muita, se necessário.

CHESB

sábado, setembro 03, 2005

Gente que é gente, em Portugal, opina.

Ao passar uma vista de olhos pelos meios de comunicação portugueses damo-nos conta de uma obsessão nacional: opinar.
Inspeccionando, por exemplo, o Expresso ficamos com sensação que alguém, algures, na redacção, se esqueceu da função informativa do jornal e o transformou num muro das lamentações.
Desde Inês Pedrosa a Mário Soares, passando por Castelo Branco, Eduardo Prado Coelho e Pacheco Pereira (este até sobre as pragas dos brócolos deve ter opinião…) acabando no Mourinho, no Marcelo Rebelo de Sousa e, olha pois, em nós, toda a gente tem opinião e a mania que tem o direito de a andar por aí a dar.
Perdeu-se o hábito salutar que se cultivava no antigamente, em tempos de D. Afonso Henriques ou Salazar, de fazer primeiro e opinar depois… às escondidas. Ou opinar abertamente por sua conta e risco… Mas ao menos fazia-se mais do que se falava. Batia-se na mãe, fundava-se um reino e ouvia-se opiniões depois. Havia acção! Movimento! A malta não era “so plastic, so static”!
Agora fazem-se comissões para “opinar” à cerca da Administração Pública durante 10 meses. Se é por falta de opinião não seja por isso! 10 meses? Já há 10 anos que andamos a opinar sobre a Função Pública! Eu até já estava convencida de que não havia opiniões novas possíveis a dar…
É por estas e por outras e por causa da mania dos direitos que me deparo no quiosque com um ex-morango com açúcar a dar, no “Tal e Qual” (cheio de opiniões também, nem sempre tal e qual as coisas se passaram...), o que ele julga ser uma opinião cheia de direitos a um membro dos DZRT (estes não há direitos de autor que os parem) que rezava assim “Eu não sou racista, ele é que tem o azar de ser preto.”
Obviamente o sistema das opiniões não está a resultar… Há que mudar para outro. Eu cá voto no sistema das execuções! E vocês amiguinhos?!
CHESB

quinta-feira, setembro 01, 2005

"Grito de alma com a alma aos gritos" ( de tal maneira que nem se ouve a ele mesmo...)

Parece haver entre jornalistas e comentadores políticos uma séria dificuldade em descortinar o último e glorioso discurso do 3º maior mártir nacional (o 1º é o Pinto da Costa, o 2º o Santana Lopes. A tabela está sujeita a alterações), Manuel Alegre (logo em cheio na hora do jornal e que ocupou desnecessariamente uns 15 minutos do mesmo).
O sentimento instalado entre os canais generalistas imediatamente a seguir ao comunicado era, na melhor das hipóteses, “HÃ?!” (o que renovou a minha suspeita, já antiga, de que por lá são todos analfabetos), logo acharam melhor perguntar ao senhor. 1,2,3 diga lá outra vez... Quando confrontado com um pedido de esclarecimento em relação às suas declarações, o poético político respondeu muito iluminadamente:

“ Ai o raio da jornalista que não vê que estou ao telefone hã! O que eu disse filhinha foi o que eu disse logo é claro como água o que eu disse sobre o preciso assunto de que falei, não?!”
(Foi algo assim, porque, como já uma vez frisei algures, as citações* têm uma tendência para se alterarem ligeiramente a caminho da redação do K1111)

Ora, bondosa e prestável como sou, venho aqui esclarecer jornalistas e políticos e comentadores e todos os interessados sobre o conteúdo da mensagem poética do nosso Manuel (not so) Alegre. Aqui vai a versão resumida:

“Portugal está uma merda. É tudo uma merda: Protecção Civil, Administração Pública, Finanças, autarquias, cultura, serviços, politica, Saúde, Justiça, etc, etc, etc. Em suma, Portugal inteirinho está na merda. Posto isto considero que algo está mal e alguém tem de o pôr bem. Não é o Cavaco (aka marafado fascista dos Algarves) nem o Soares (aka D. Sebastião), esse amigo da onça com a mania que é bom, que vai fazer isso e meus caros é por isso que aqui me apresento, porque também não sou eu! Adeus e obrigado, então.”

E foi isto. Um poemazinho na volta tinha feito melhor figura. Algo nas linhas de…

O meu partido não me apoia
Oh tristeza! Oh Soares!
Portugal está feito numa poia
Até imposto pagas para te assoares

Queria ser Sebastião, Cristo, O Salvador
Abanar o barco mas não o quebrar
Não me resta no então senão a dor
De vos atazanar e bazar
Com sofrer de mártir me despeço com amor
Não mais Portugal vou salvar
Coitadinho de mim! Que horror!

Que tal? Ao menos era bem mais curto… Já alguma vez mencionei que não gosto lá muito de poesia?

CHESB

*
Citações são coisas muito frágeis que tem de ser transportadas em ambiente criogenado.